Investigação

Orientações para o céu escuro e a iluminação artificial

As terras públicas e as terras tribais são alguns dos últimos vestígios de céus escuros imaculados ou quase imaculados. No entanto, mesmo nestas áreas, a utilização incorrecta da luz artificial pode ter um impacto negativo nos ecossistemas da vida selvagem e nos visitantes. Por exemplo, o habitat dos morcegos pode ser afetado pela iluminação, com alguns morcegos a abandonarem as zonas iluminadas para caçar e outras espécies menos sensíveis a serem atraídas pela luz devido à concentração de insectos. As aves migratórias e as tartarugas marinhas são atraídas e desorientadas pela iluminação artificial, o que as atrai para ambientes urbanos onde o risco de encontros fatais é maior. No que diz respeito aos visitantes, lembre-se que as pessoas vêm frequentemente ao ar livre para escapar à influência da luz artificial e apreciar o céu estrelado da noite. Mesmo uma iluminação mínima, se incorretamente utilizada e instalada, pode ser vista a grandes distâncias, afectando a vida selvagem e a visão humana. Faça o seu melhor para minimizar os impactos da iluminação quando estiver a desfrutar do ar livre.

Quando estiver a fazer recreação à noite, esteja preparado para ver as estrelas! Considere as seguintes directrizes para reduzir os seus impactos e ajudar a preservar o céu escuro natural:

A LUZ É NECESSÁRIA?

Em primeiro lugar, pergunte a si próprio se é necessária luz adicional para facilitar a sua atividade. Muitas vezes, os nossos olhos podem adaptar-se ao céu escuro e sentir-se seguros para desfrutar de actividades recreativas sem luz artificial. O olho humano demora entre 20 a 30 minutos a adaptar-se totalmente a ambientes mais escuros.

FITA REFLECTORA

Por razões de segurança, considere a possibilidade de utilizar fita reflectora ou equipamento com materiais reflectores em vez de luzes artificiais

INTENSIDADE LUMINOSA

Se for necessária luz artificial para facilitar a sua atividade, utilize apenas a intensidade de luz necessária (por exemplo, faróis em vez de faróis de veículos ou a regulação mais baixa necessária num farol). Utilize LEDs com cores quentes, como amarelo, âmbar ou vermelho, em níveis de intensidade mais baixos, em vez de luzes brancas ou azuis, que podem afetar a saúde da vida selvagem e dos seres humanos. Estas luzes mais quentes também permitem que os olhos humanos se adaptem mais rapidamente à escuridão depois de serem desligados.

 

DIRECÇÃO DA LUZ

Manter toda a iluminação artificial apontada para baixo e apenas na direção em que a luz é necessária.

FARÓIS DE BAIXO LÚMEN

Dependendo da sua atividade ao ar livre, considere a compra/utilização de faróis (e outros tipos de iluminação recreativa ao ar livre) com uma saída de baixo lúmen/intensidade que ofereça uma luz totalmente vermelha/âmbar ou, pelo menos, uma cobertura de luz vermelha/âmbar.

POUPAR ENERGIA

Poupe as suas pilhas ou energia e desligue todas as luzes quando não estiver a utilizá-las.

EVITAR OS FARÓIS

Nos parques de campismo, utilizar os faróis dos veículos apenas durante a condução ou quando for absolutamente necessário; evitar a sua utilização durante a preparação do acampamento. Planear com antecedência e preparar o acampamento/tenda antes de escurecer para evitar a necessidade de luzes.

UTILIZAR ILUMINAÇÃO COMPATÍVEL COM O CÉU ESCURO

Nos parques de campismo, nos quintais, nas caravanas e noutros veículos de recreio, evite a iluminação decorativa e, quando utilizar iluminação propositada, utilize luzes que sejam "amigas do céu escuro". A International Dark-Sky Association recomenda a utilização de iluminação de longo comprimento de onda com uma temperatura de cor inferior a 3000 Kelvins, totalmente protegida e direccionada para baixo. Mantenha toda a iluminação artificial apontada para baixo e apenas na direção em que a luz é necessária.

 

 

Descarregue hoje mesmo uma cópia das directrizes relativas ao céu escuro e à iluminação artificial!